segunda-feira, 31 de março de 2008

Apologia ao Tempo

Um pensar corroído
Obstante um tempo passado
Remoto, que alucina
Cria especulações

Não denota a saliência
Da fúria de dragões
Para a inconveniência
De males que afetam

Porque tempo não corrói
As rugas do rosto
Apenas instruciona
O que haveria de ser feito

De uma forma simbólica
Uma margem de erros
Progressos e sucessões
É mais que uma gramática

E toda língua humana
Não há elixir que prolongue
A vida e o tempo nosso
Tempo forte, tempo louco

Nem sequer me deixa quieto
Sinto as veias corriqueiras
Do tempo que já perdi
Um mensageiro do tempo

Olha pro tempo perdido
Sente o cheiro da saudade
Insinua a esperança
Do tempo que ainda virá


Meio poema desconcertado, de uma noite tranqüila e amedrontado pelos lados...

2 comentários:

Barbie Destrossada disse...

Te darei as sandálias de Hermes!
Afinal, já tens o martelo de Hefesto!
A força está em ti.
Forte, forte!

Eu te amo muito!
~(L)~

Iv@ld0Jr. disse...

Palpita Tempo no coração
E ele passa...
Leva... E deixa...
Pra mim e pra você...
Suas marcas...

O momento... Está incluso no tempo.
Tempo nosso de todo dia... Que não faz dia...
Nada passa... Tudo passa...
Somos humanos... A conclusão é essa.

[Lindo o que você escreveu... Perfeito!].
Acredito que em alguns momentos inspirada pelas palavras do poeta Lira Paes...

Quatro cheiros!