sábado, 3 de novembro de 2007

Distrito dos Pecados

"Padre, perdoe-me, por que pequei."


Eu pequei, senti tua dor.
Eu pequei, magoei minha alma.
Eu pequei, mas na hora do êxtase, não senti dor alguma.
Eu pequei, infantilmente, e não vi que sofreria.
Eu pequei, infantilmente, e não vi que iria fazer alguém sofrer.
Eu pequei, doei minha almas às fúteis e indesejáveis chagas do mal.

O mal, o mal que me fez ouvir a voz do Anjo da Libertação, o Anjo que, com sua clava, me fez sentir a Liberdade injetada em insolentes ruelas de pecado... O Anjo me propôs uma "troca de favores": Eu lhe daria meus pecados e ele me daria a liberdade.
O pecado que me fez sentir prazer agora estanacava em minha alma em forma de dor. Mas a Liberdade desejada voaria pelo alto céu, e as asas de anjo me protegeriam de qualquer mal absurdo.
E o mal pecado se desfez de minha alma. Assim, como o Anjo sacrificou-se por minha alma.

Por Sophia Fidélis
Uma noite de sábado, 19: 52

4 comentários:

Maria Helena disse...

Jesus Cristo???

Julio Cesar disse...

poxa esse foi demais...
longa vida a sophie...
e muita expiração...
fica com deus...
beijosss...

Ariel disse...

senti todo seu sangue neste poema
me lembrei de Ferreira Gullar...
Sempre d'antes tosco e concretista.
Ele disse que o concreto paira no ar como as colunas brasilienses de Niemayer. Seu projeto erigido em poema é imponente, é bastante, é suficiente. Me traz a rosa, o lírio e a açucena, a loura serena Sophia. Envergonho-me de tão humilde e eloqüente é seu verso. Sua grandeza nos esmaga e nos esvai de sangue... alegre.

beijos, Diamante entre mendigos...

rodrigo disse...

Gostei muito da maneira que vc retrata a realidade da se igual a quela coisa melosa e chatas. Ficou maravilhoso bjssssssss